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IFTO aprova projetos sobre uso de plantas medicinais antivirais e aplicativo para monitorar aglomerações

Enfrentamento ao coronavírus

As propostas serão executadas em Araguatins e Palmas
por publicado: 14/05/2020 16h00 última modificação: 14/05/2020 16h22
Pra cego ver: imagem representativa do formato do vírus Covid-19. Fim da descrição.

Pra cego ver: imagem representativa do formato do vírus Covid-19. Fim da descrição.

Por Maiara Sobral e Mayana Matos

O Instituto Federal do Tocantins (IFTO) continua com o edital aberto de propostas de projetos de Extensão, Pesquisa e Inovação que visem o enfrentamento da situação de emergência decorrente do coronavírus (Covid-19), por meio do Programa de Apoio à Pesquisa (PAP/INOVA). Dentre as propostas aprovadas, estão outros dois projetos: um em Araguatins e o outro em Palmas. Ao todo, já foram aprovados oito projetos. 

A seleção recebe propostas em fluxo contínuo, até o preenchimento das 20 cotas disponibilizadas, com data limite de execução dos projetos para 28 de agosto deste ano.

Araguatins

Na unidade de Araguatins está sendo desenvolvido o projeto "Prospecção Virtual in silico de fitoquímicos anticoronavirais de ocorrência em plantas medicinais da microrregião do Bico do Papagaio, Tocantins", coordenador pelos professores Ilsamar Mendes Soares e Carla Cristina da Silva. O projeto tem como colaboradores as técnicas administrativas Andrea Ohanna Santos Carvalho e Maristela Tavares Goncalves, a estudante bolsista Aghata Maria Alves da Silva Lima e a estudante voluntária Bruna Cavalcante Cardoso, ambas do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da unidade de Araguatins. 

De acordo com o professor Ilsamar, o projeto consiste em um estudo da interação entre proteínas do coronavírus e substâncias bioativas de plantas (fitoquímicos). "Fazendo uso das ferramentas da bioinformática, pretende-se propor medidas de combate da Covid-19 com produtos naturais, especialmente com plantas da microrregião do Bico do Papagaio com relatos de uso pela população", explicou. Segundo a proposta, será possível nortear o uso de determinadas plantas medicinais com capacidade antiviral e o desenvolvimento de produtos fitoterápicos ou inspiração química de fármacos para o tratamento de pessoas portadoras da infecção aguda respiratória desencadeada pelo contágio do coronavírus.

O coordenador do projeto ressaltou que a ideia surgiu a partir da observação de uma emergência imposta pela disseminação do SARS-CoV-2 à descoberta de medicamentos de combate eficazes em curto período de tempo, o que, segundo ele, gera preocupações quanto a segurança e toxicidade, bem como pela necessidade de estudos com o mínimo de atividades laboratoriais em grupo. Outra questão se dá pelo fato da microrregião do Bico do Papagaio estar situada em uma área de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, com possibilidades de existir plantas com substâncias capazes de inibir a atividade das enzimas virais e auxiliar no tratamento Covid-19.

"Como a quantidade de compostos de plantas identificados disponíveis em bases dados virtuais da química favorece a investigação das propriedades medicinais, sem necessariamente fazer uma coleta e extração e, o conhecimento disponível sobre proteínas do coronavírus em algumas fontes possibilita projetar inibidores da reprodução viral. Pensamos em fazer uso das ferramentas da bioinformática para avaliar inibição do vírus por substâncias fitoquímicas, assim, com ganho de tempo, o mínimo de atividades laboratoriais e diminuição de custos na obtenção de um produto antiviral. Como os compostos antivirais são comuns em plantas com histórico de consumo pelas populações, os riscos com a segurança e toxidade são também minimizados", disse Ilsamar Mendes. 

Palmas

Da unidade de Palmas, o projeto "Aglomerou?" propõe o desenvolvimento de um aplicativo para rastrear a localização de pessoas, sem coletar qualquer informação pessoal nem identificar usuários de maneira alguma. Ele inclui um sistema web para monitoramento pelas autoridades públicas, com o objetivo de fornecer informações em tempo real sobre a quantidade de pessoas em cada ponto da cidade, para a população decidir o melhor momento de ir a um estabelecimento, e assim evitar aglomerações.

O projeto é coordenado pelo professor Manoel Campos da Silva Filho e composto pelos seguintes acadêmicos do curso superior em Tecnologia em Sistemas para Internet: Ana Beatriz da Silva de Araújo, Silvio Antonio de Oliveira Junior, Ragir Fernando Aparecido da Silva e Thányla Carolline de Carvalho Sales.

"A ideia surgiu em conjunto com a estudante Thányla Carolline, que viu uma oportunidade de desenvolvimento de soluções tecnológicas para auxiliar no enfrentamento à pandemia. Tais medidas de isolamento social são essenciais para conter os avanços do novo coronavírus. O projeto fornece uma solução tecnológica, não intrusiva e que assegura a privacidade dos usuários", destaca o coordenador do projeto.

Todos os detalhes da seleção estão disponíveis no Portal do IFTO